Cena de rua
Marcos BorgesO amor exige improvisos
Um pai, um carrinho de bebê e três crianças, numa rua qualquer de Londrina. São elementos suficientes para mexer com o coração até do mais insensível dos indivíduos, principalmente quando a cena revela amor entre as personagens que a compõem. O pai virou motorista e as crianças passageiras, de um veículo pequeno, inadequado, mas acionado por calor fraterno. Assim seguiram os quatro, na condução improvisada, tomando conta do asfalto. E não foi por ser véspera do Dia dos Pais que a natureza ajudou com um clima ameno, de sol fraco, e o trânsito do dia-a-dia, justo naquele momento, colaborou cedendo toda a rua para aquela família.
(Walter Ogama)





