- Capítulo I: É manhã de segunda-feira no jardim Império do Sol, zona norte de Londrina.
- Capítulo II: O caminhão Mercedes Benz sorrateiramente se aproxima. A carroceria está lotada de pneus velhos.
- Capítulo III: O motorista percebe que a vizinhança não está olhando e despeja dez carcaças de Goodyear, Firestone e outras borrachas no terreno baldio.
- Capítulo IV: O funcionário público aposentado Afonso Peres (na foto, junto com os pneus) quase pega o pessoal do caminhão no pulo. Morador da rua Arcindo Sardo, ele tem conseguido evitar as constantes tentativas de despejar entulho e lixo no local. Mas desta vez ele chega tarde - os pneus estão amontoados no matagal e ele nem pôde anotar a placa do caminhão.
- Capítulo V: O que mais preocupa Afonso Peres é o acúmulo de água nos pneus, condição ideal para que o mosquito transmissor da dengue se reproduza.
- Capítulo VI: Afonso Peres telefona para a AMA e pede que alguém venha recolher os pneus. Afinal, é um caso de saúde pública. E aproveita também para reivindicar o corte do matagal no bairro, fonte de sujeira, insegurança e doenças.
- Capítulo VII: Os pneus continuam no mesmo lugar. O matagal também.
- Epílogo: O caminhão Mercedes Benz se aproxima sorrateiramente do jardim Santiago, zona oeste de Londrina. Volte ao capítulo I.

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