Cena de rua
Foi anunciado mais um grande passo na política de privatização. É de fato um avanço considerável em direção ao Estado mínimo, ao enxugamento da máquina pública e à redução do déficit. Londrina dá um exemplo ao Brasil, a partir do centro da Cidade. Somos pioneiros na privatização da rua. Ora, ora, não venham dizer que a rua é espaço público - que absurdo! Típico discurso de dinossauro, socialista, corporativista, neobobo e discípulo do Vicentinho. A rua pode ser particular, sim senhor. Vejam o exemplo da foto, dado por um seguidor da modernização econômica. Ele encarou as regras da competitividade, buscou padrões de excelência, juntou uma grana e comprou aquela mesinha que todos podem ver no meio da foto. Ele foi ao leilão do trânsito londrinense e arrematou uma vaga no asfalto do centro - essa área tão valorizada, preciosa e estratégica que, convenhamos, é impossível deixá-la na mão do Estado. Faça como ele, cidadão: compre uma mesinha e reserve seu espaço no meio do caos. Deixe que todos os outros motoristas do atraso - aqueles que chamam rua de espaço público - dêem voltas e voltas nos quarteirões do subdesenvolvimento. E dê uma banana para a civilidade, essa ultrapassada invenção jurássica de quem não quer enfrentar o mercado... (Paulo Briguet)





