CENA
Lá se vão 16 anos desde que os últimos moradores deixaram de habitar o ''caixotão'' no Centro da cidade. Nas velhas celas e pelas paredes sujas sobram lembranças de sofrimento, de noites intermináveis, dias insalubres e, quem sabe, de arrependimento. O verde improvável em uma das janelas, porém, anuncia um novo tempo. Em breve o arrepio de maus presságios dará lugar ao prazer do conhecimento, e onde reinavam ressentimentos vai sobrar esperança. (Silvana Leão)





