CENA
O VELHO E O PAÍS- Pelas ruas da grande cidade, o velho segue adiante carregando o Brasil nas costas. Na carriola lotada de papelão e outras mercadorias, leva também a esperança de ter um pouco de feijão no prato no final do dia. Nasceu, cresceu e viveu na pobreza massacrante que germina no chão fértil da desigualdade social. Parar de trabalhar? Seria abandonar a vida. Parar de perseverar? Seria entregar-se à morte. O velho brasileiro é o retrato do País: abundante para a minoria e miserável para a maioria.(Luciano Augusto)





