CENA
Uma vez palhaço...- O resto mortal do pobre palhaço incrustado com pincel num pedaço de parede jaz na caçamba de descarte de uma construção no Centro de Londrina. Mesmo assim resiste e, de corpo inteiro, aproveita seus últimos momentos para continuar cumprindo seu destino de palhaçadas ajeitado caprichosamente sobre o entulho. O funeral seguirá seu rumo até finalmente se misturar a outros restos descartados. Ainda assim sobreviverá ao tempo e eternizado pelas rotativas da Folha continuará brincando com a vida e com aqueles que cruzarem seu caminho, pois um palhaço de verdade jamais abandona seu ofício de levar alegria onde quer que esteja. (Luciano Augusto)





