O sacro e o profano As noites na Rua Pará, área central de Londrina, são tomadas por pedestres e motoristas a caminho do descanso ou da diversão. Quem passa com a boca salivando por uma cerveja ou pensando no filmão que vai passar na TV não viu: uma caçamba abrigava uma imagem mutilada da Sagrada Família. O carpinteiro José tinha perdido a cabeça e a lógica do consumo não perdoa nem o sagrado: é melhor uma peça nova que uma peça recuperada. Maria e Menino Jesus, que nada tinham a ver com isso, foram sufocados pelos escombros. (Lúcio Flávio Moura)

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