HÁBITO ANTIGO A popularização dos cigarros de papel fez a indústria do fumo explodir. Campanhas publicitárias caprichadas passaram a relacionar o mau hábito à euforia e alegria. Foi-se o tempo em que era preciso paciência para dar umas baforadas. O ritual de cortar o rolo, retalhar o fumo cuidadosamente com o canivete, espalhá-lo no cachimbo. Acender o fósforo, aplicar a tragada técnica para manter a brasa acesa, ver o movimento na praça e distribuir ''dia'' ''tarde'' para quem passa. Nada que se compare à banalidade de acender um ''baixos teores'' na era do descartável. Repare na cena captada em Londrina: ela poderia ter ocorrido há décadas. (Lúcio Flávio Moura)

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