SOLIDÃO – Cercado de pessoas, em uma praça no Centro da cidade onde moram quase meio milhão de habitantes, o homem está sozinho. Ombros curvados, sentado em silêncio num canto do banco, ele parece alheio ao movimento de mais um dia de trabalho. Também não pôde contar com o conforto de contemplar a natureza. A praça, que já foi bela, é um canteiro de obras abandonado. A solidão mais evidente é aquela percebida numa multidão. Pena que os tempos modernos sejam tão duros e vazios, às vezes; pena que os espaços urbanos destruam a beleza gratuita e simples da terra e do verde.(Phoenix Finardi)

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