Exposição, alma do negócio Parque Ney Braga, com seus 50 hectares, vagas para mais de 13 mil bovinos, 2,5 mil carros, espaço para multidão incalculável, mundo em movimento, da roda gigante às larvas, da escovação cuidadosa dos cavalos ao jogo de luzes da barraca universitária. Difícil se ater por muito tempo a alguma coisa neste carrossel de sensações. Difícil não se esquecer da última imagem, do penúltimo ruído, do antepenúltimo aroma. Quem quer exposição no maior evento de Londrina tem que encarar este desafio. Para que do dínamo surja movimento financeiro vale até usar as árvores da alameda. Vale assustar e intrigar. Até que os leopardos, infláveis e amarrados com cordões aos galhos, pareçam tão contrastantes à paisagem, tão estagnados em meio ao progresso desfilante, façam a gente parar e sorrir antes do próximo passo. (Lúcio Flávio Moura)

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