MAR VIVO Frenéticas, desconfiadas, tão numerosas que chegam a parecer infinitas, elas se empoleiram sobre antenas e fios condutores de eletricidade, que parecem transmitir energia para que o bater de asas se renove. É normal aparecer tanta andorinha num final de tarde de outono? Era a pergunta que os moradores do Lago Parque, na Área Central de Londrina, se faziam ontem. Mas a resposta pouco importava. As testemunhas da cena eram antes pura concentração, temendo que um mero piscar de olhos fosse atrapalhar o espetáculo mar vivo e revolto de pontos negros subvertendo o azul do céu. (Fábio Galão)

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