O muro, este anti-símbolo da paz social, divisórias concretas das nossas realidades discrepantes. Em frente ao bar frequentado pelos universitários, a barreira física deixa de ser um monumento ao medo e à propriedade privada. Ganha significado mais nobre: transforma-se em painel cidadão, com o grafite a avisar que quem mora longe da esquina das ruas Piauí e Prefeito Hugo Cabral, Área Central de Londrina, também pode desenvolver a auto-estima, embora o erro de português na mensagem esteja indicando que a cidadania ainda está sendo buscada com dificuldade. É um muro a transpor, não a pintar. (Lúcio Flávio Moura)

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