TEMPO SUTIL O tempo, como qualquer coisa que não se pode ver ou tocar, desperta reações subjetivas. Para alguns, o tempo parece passar rápido demais. Para outros, caminha se arrastando. Às vezes é um inimigo, já que insiste em se prolongar nos momentos de sofrimento, em outras é companheiro, curando as feridas quando faz outro dia nascer. É subjetivo, mas inevitavelmente deixa suas marcas. De forma sutil. Por vezes tão silenciosa que sequer é capaz de perturbar um cacho de marimbondos que, como se sabe, reagem ao mínimo alvoroço. (Fábio Galão)

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