Natal diferente Viram em filmes, desenhos, leram contos em revistas, foram castigados dia e noite pelos esteriótipos da publicidade. Neve, lareira, chaminé, renas. Os meninos do Brasil descobrem apenas com o contraste do seu dia-a-dia que Papai Noel é personagem de ficção. Na avaliação dos pragmáticos, um símbolo de carisma e sabedoria, conservante da auto-estima de quem já está dando a volta olímpica na vida. Para o trio que desce a Rua Piauí, próximo da Concha Acústica, centro de Londrina, ainda vale acreditar em personagens importados, mesmo sabendo que veículos movidos a animais não voam, mesmo sabendo que os presentes estão nas lojas e que é preciso esforço próprio para comprá-los. Época animada, de lojas cheias, muitas caixas de papelão vazias para reciclar e um troquinho a mais para levar para casa. Não importa o motivo. É hora de sorrir. (Lúcio Flávio Moura)

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