Saudade  Assim como os pioneiros, as árvores, testemunhas silenciosas da longínqua Londrina vermelha dos cafezais, começam a desaparecer pouco a pouco das ruas e praças, depois de fenecer naturalmente ou pela ação das serras elétricas nervosas sempre dispostas a resolver problemas de forma rápida demais. Haverá quem diga, e com absoluta propriedade, que a vida é feita de ciclos, o velho dando lugar ao novo, e que para tudo há um tempo certo. A racionalidade do argumento não tira, contudo, o gostinho amargo da perda que o tempo vai transformar em saudade. (Adriana Savicki)

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