Gluglu – ‘‘Quem morre de véspera é peru’’. O velho ditado soa como piada a este aqui, que não dispensou a pose do alto de seu observatório. Na falta de um cão de guarda, a esperança de se sentir um pouco mais seguro fez com o que o dono desta casa (escondida do nível do solo, assim como os moradores se escondem da bandidagem), na Rua Pantanal (uma das mais perigosas da zona oeste de Londrina), adotasse o inusitado vigilante para impor um pouco mais de respeito a quem ousar atravessar o portão. Se isso nos mostra o quão relativas são as palavras – afinal, ao contrário do que prega o ditado, os gritos do bicho revelam que ele está bem vivo –, tampouco deixa de revelar como o universo simbólico de cada ser humano pode ser distinto. As festas de fim de ano que se aproximam, com ceias das mais variadas, que o digam.

mockup