CENA
Velho desamparo no país do futuro
Um Novo Amparo. Novo Amparo Dois. Os bairros populares vão se multiplicando. Sem Estado, sem inclusão. As novas gerações vão crescendo educados pela vida e pelas mortes, sem amparo de ninguém. Como a própria realidade, a denúncia cidadã brinca de ser imutável. Acima, flagrante de uma arma contra a indiferença: balão de ar cortado em tiras, pedaço de madeira, cano de PVC. Há 30 anos, o garoto imitaria um caubói que ele viu na sessão da tarde de ontem. Hoje o brinquedo funciona como símbolo de frustração: o desejo real é por um oitão, uma pt, uma 9 MM os brinquedos que matam de verdade, que fazem a gente respeitar, na marra, os indóceis da periferia de Londrina
(Lúcio Flávio Moura)





