Cemitérios particulares estão em expansão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
Enquanto os cemitérios públicos da região estão próximos da saturação e utilizam projetos paliativos para ampliar a escassa oferta de jazigos, conforme reportagem publicada ontem pela FOLHA, os dois maiores cemitérios particulares de Londrina - ambos no formato parque - têm condição de atender à demanda por sepultamentos na cidade pelas próximas décadas.
O Parque das Allamandas, inaugurado em agosto, na Zona Oeste, tem uma área de cinco alqueires, onde cabem cerca de 18 mil jazigos. Em apenas 10 meses, segundo a direção do empreendimento, foram vendidos 2,2 mil jazigos, inclusive para moradores de outros municípios da região.
Segundo o diretor administrativo Rodrigo Neves, na primeira fase de vendas foram disponibilizados 4 mil jazigos. Em 2013, a empresa que administra o espaço deve fazer a segunda expansão.
Os empresários que administram o cemitério também garantem que ainda em 2012 um crematório estará em pleno funcionamento no parque. ''As famílias de classe A estão preferindo cada vez mais a cremação e decidimos implantar o serviço aqui em Londrina'', revela o diretor.
Neves afirma que o conceito de cemitério-parque não é mais elitizado e que também conquistou a classe C por causa do custo baixo. A adesão é de R$ 100 e a mensalidade a partir de R$ 150 em longos planos de pagamentos.
Em troca de um sistema de segurança particular, do corte da grama e do oferecimento de um auxiliador, as famílias que adiquirem o lote perpétuo pagam uma taxa de manutenção anual é de R$ 345. Pelos cálculos da empresa que administra o cemitério, a vida útil dele pode ultrapassar 20 anos.
O Parque das Oliveiras, na região do Aeroporto, Zona Leste, também está passando por uma expansão, com 360 novos jazigos, que devem ser entregues até meados de 2013.
De acordo com a gerente Maria Aparecida Assunção, o cemitério - fundado em 1965 - já tem 3,5 mil túmulos construídos. ''Mas ainda há mais espaço no parque, suficiente para acrescentar pelo mais 1,5 mil jazigos'', conta.
A gerente disse que pelos cálculos da empresa que administra a unidade, o cemitério só estará saturado em 2022. Os túmulos custam a partir de R$ 8,5 mil.


