Cemitérios não cumprem acordo firmado com Ministério Público
A maioria dos administradores dos cemitérios de Curitiba não cumpriu o acordo firmado há 60 dias com o Ministério Público para verificar a existência de possível contaminação do lençol freático. Ontem, encerrou o prazo para apresentar a documentação sobre o licenciamento ambiental e a instalação de poços de monitoramento da qualidade de água existente no subsolo. Dos 24 cemitérios, apenas seis deram satisfações à Promotoria do Meio-Ambiente.
Representantes de oito cemitérios não remeteram qualquer tipo de informação e outros 11 enviaram dados parciais. De acordo com o promotor do Meio-Ambiente Sérgio Cordoni, todos estão passíveis de ação civil pública e multa diária de R$ 1.500,00. As penalidade estavam previstas num acordo firmado entre os administradores e o Ministério Público. Desde 1997, a promotoria vem investigando fortes indícios de contaminação do lençol subterrâneo de água e de rios na região de cemitérios.
O descaso dos administradores dos cemitérios revoltou o promotor Sérgio Luiz Cordoni. O Ministério Público usou do bom senso nestes casos e sempre esteve aberto para conversar. Era só chegar e providenciar a documentação, lamentou. Cordoni disse ontem que não haverá prorrogação dos prazo de 60 dias. Ou uma pessoa cumpre as coisas por bem ou por mal. Demos dois meses e aí não tem mais prazo que aguente, disse, referindo-se a eventuais ações na Justiça.
Entre os cemitérios que estão na mira do Ministério Público por não terem cumprido o acordo estão o São Francisco de Paula e o Boqueirão (ambos de responsabilidade da Prefeitura), além dos cemitérios Parque do Abranches, Água Verde, Comunidade Evangélica Luterana, Umbará, Carmelitas e Jardim da Paz.Albari RosaEntre os cemitérios que estão na mira do Ministério Público por não terem cumprido o acordo está o São Francisco de Paula, de responsabilidade da PrefeituraDimitri do Valle





