O Dia de Finados foi de intenso movimento nos cemitérios de Londrina, mas sem imprevistos. A estimativa da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) é que aproximadamente 250 mil pessoas tenham visitado os cinco cemitérios da zona urbana. De acordo com o superintendente do órgão, José Carlos de Castro Costa, este número é 20% maior que o registrado no ano passado. Na zona rural existem oito cemitérios.
Durante a manhã, os cemitérios São Pedro (centro), Padre Anchieta (Jardim Ideal, na zona leste) e o Jardim da Saudade (Cinco Conjuntos, zona norte) estavam lotados. Este último é o maior da cidade. Ele tem 121 mil metros quadrados e cerca de 12 mil jazigos. O mais antigo é o São Pedro com 68 anos de funcionamento. Lá, existem 6.946 jazigos distribuídos em 40 mil metros quadrados. Por ser o mais velho tornou-se referência histórica. Nele estão enterrados os pioneiros da cidade.
Amélia Boleti Filho pertence a uma das famílias pioneiras. Ontem de manhã, ela fez questão de passar pelo túmulo do menino José Osvaldo, considerado milagreiro. Ele morreu atropelado aos nove anos de idade em 1950, no dia em que faria sua primeira comunhão. Segundo ela, a fama de José Osvaldo começou depois que descobriram um veio de água que brotava do túmulo. ‘‘Há 19 anos minha filha conseguiu uma graça por intermédio dele e até hoje ela nunca deixou de visitar seu túmulo’’. Abigail Riuzim também acredita na força do menino. Ela disse que há 11 anos conseguiu uma graça para seu filho caçula e acredita que José Osvaldo colaborou para isso. ‘‘Milagre só Deus pode fazer, mas acredito que existam almas boas que ajudam.’’
O túmulo de Leci Suzana Garcia é outro local muito visitado no cemitério São Pedro. Ela morreu aos 22 anos, em 1962, após ficar cinco anos em coma. Desde então, ela é conhecida como ‘Bela Adormecida’, denominação registrada em sua lápide.
A comunidade islâmica homenageou seus mortos durante o dia todo em cerimônias coletivas e individuais numa área reservada dentro do cemitério São Paulo. Para o islã, o fogo é o símbolo do inferno, por isso eles não usam velas para homenagear os mortos.
A Acesf instalou mais quatro caixas d’água de mil litros cada uma no Cemitério Padre Anchieta e outras três no Jardim da Saudade. Mesmo assim, ela precisou de um caminhão-pipa para reabastecer as caixas d’água.