Parte do muro que cerca o Cemitério Jardim da Saudade, na zona norte de Londrina, ameaça cair. A estrutura construída na rua João de Freitas Rocha Filho, no Jardim das Palmeiras, não segue o mesmo nível do restante do muro. Com quase 40 mil pessoas sepultadas no local e com, aproximadamente, 13 mil jazigos, o cemitério da região norte é o maior de Londrina.
Há menos de um ano, a Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) realizou obras de construção e adequação das áreas externas do Jardim da Saudade. As melhorias custaram R$ 122.567.63, parte dos recursos era proveniente da Taxa de Manutenção dos Cemitérios. Além do risco de atingir um jazigo na área interna, a população teme que a pesada estrutura do muro possa ceder e ferir um pedestre na calçada ou até mesmo um visitante sem sorte.
O diretor técnico da Acesf, Ademir Gervásio, afirmou que não há riscos da estrutura ferir alguém. "O muro está inclinado para o lado de dentro do cemitério e nenhum visitante frequenta o lugar. No ano passado, foi reformada toda a extensão do muro do Jardim da Saudade. Inclusive, a parte inclinada está sem reboco porque seria refeita. A raiz de uma árvore que existia na calçada acabou empurrando o muro", explicou Gervásio. "Entrei em contato com a Secretaria de Obras e fui informado que o muro não corre risco de cair. Mesmo assim, a estrutura será refeita até o final desta semana", assegurou o diretor técnico.

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