Cemitério lotado causa problema
Dorico da SilvaFalta de espaço no cemitério: mortos vão para sepulturas provisóriasO cemitério municipal de Jataizinho está superlotado. Criado há mais de 50 anos, os mortos estão sendo sepultados em covas rasas em sepulturas provisórias por falta de espaço. Como não há ossário (depósito de ossos retirados das sepulturas provisórias), os restos mortais são deixados nas sepulturas, que se transformam em coletivas.
Por lei municipal, os caixões devem ser enterrados em covas com 1,70 metro, mas esta semana duas covas abertas tinham cerca de cinco palmos de profundidade. No fundo, misturado à terra, são encontrados os ossos de quem foi sepultado primeiro.
Recentemente, a população reclamou que este tipo de sepultamento exalava mau cheiro. Os coveiros não concordam e dizem que são os túmulos malconservados que liberam o cheiro. São estes túmulos abandonados pelas famílias dos mortos que provocam isso, comentou um coveiro.
Para o proprietário da única funerária de Jataizinho, Youssef El-Kadri, o problema está prestes a ser solucionado. Um projeto da prefeitura para terceirizar a administração do cemitério foi encaminhado à Câmara de Vereadores. El-Kadri, que trabalha na cidade desde 1981, ajudou na elaboração do projeto.
Quem assumir a administração deverá construir um ossário, padronizar as quadras e fazer com que as sepulturas permanentes sigam um modelo convencional, além de criar novas áreas para as sepulturas provisórias, explicou.
Com isso, ele acredita que o cemitério aumentará sua vida útil por pelo menos 10 anos. Na Câmara de Vereadores, tanto os vereadores aliados quanto os de oposição acreditam que o projeto de terceirização vai ser aprovado por unanimidade.





