Marcos NegriniNo local do velho cemitério serão construídos os prédios da prefeitura, da câmara e do fórumTerminou ontem o trabalho de desocupação das 1.130 sepulturas do antigo cemitério Ana Dvoranen, de Sarandi, construído há 35 anos. No local, em uma área com 8 mil metros quadrados, serão construídos os novos prédios da prefeitura, Câmara e Fórum. Os restos mortais foram removidos para o cemitério Augusto Wolf, a 2,5 quilômetros do centro da cidade, que existe há 10 anos. Sarandi tem 95 mil habitantes.
Apenas dois corpos permaneceram no velho cemitério: o da primeira pessoa a ser sepultada ali, Ana Dvoranen, e o do pioneiro Antônio Volpato. Eles serão transferidos durante a missa campal que será rezada no Dia de Finados.
O trabalho de remoção durou oito meses. Os que haviam comprado túmulos no velho cemitério tiveram o direito de usar estrutura idêntica no Augusto Wolf, que tem 25 mil metros quadrados. Os restos mortais de 600 pessoas sepultadas na terra foram colocados em sacos plásticos dentro de um ossário recém-construído numa das alas do cemitério.
Antônio Zacharias da Silva, 45 anos, dono de borracharia em Sarandi, comprou seis metros de azulejos (pagou R$ 32,00) para enfeitar o túmulo do sobrinho Ricardo Meneses, sepultado há 10 anos no antigo cemitério e removido para o Augusto Wolf na semana passada.
O Augusto Wolf já está sendo preparado para o Dia de Finados, quando deverá receber a visita de cerca de 15 mil pessoas. Operários da prefeitura estão limpando os túmulos e consertando as carneiras. A partir do próximo ano, cada túmulo do cemitério de Sarandi vai custar R$ 10,00 anuais às famílias dos mortos.

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