Londrina – Depois de avaliar 12 terrenos na cidade para a construção de um novo cemitério público, a comissão da Prefeitura de Londrina deve definir a área nos próximas dias. A escolha se dará entre dois terrenos particulares, ambos na zona norte. De acordo com a superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), Sônia Maria Nobre Gimenez, as duas áreas têm em torno de 12 hectares. Uma fica nos fundos do Cemitério Jardim da Saudade, no Jardim das Palmeiras, e a outra à margem da PR-545, entre o Distrito de Warta e o Patrimônio Heimtal.
Segundo Sônia, as negociações do terreno no Jardim das Palmeiras incluem a possibilidade de permuta com um lote do Município. Já o proprietário da outra opção só aceita o valor em dinheiro. As quantias não foram divulgadas para não atrapalhar as negociações. "A permuta é um bom atrativo, mas se o valor for muito alto, não compensa. Por isso, não há um terreno favorito por enquanto", frisou. A topografia plana da área na PR-545, com cinco alqueires paulistas (121 mil m²), também chamou a atenção. "Temos que pensar no futuro, na construção de um cemitério vertical e até mesmo de uma necrópole metropolitana", planeja.
Sobre a área na PR-545, a prefeitura já publicou um decreto que torna a área de utilidade pública, ou seja, o proprietário poderá negociar a área somente com a prefeitura. O imóvel pertence a Milton Janz, que confirmou que a área tem sido avaliada por técnicos. "Atualmente eu planto soja no local, mas isso é fácil de retirar", declarou. Sobre a negociação, com a prefeitura ele disse que deixou a cargo de um corretor de imóveis e não sabe o que pode acontecer.
Segundo Sônia, os técnicos da prefeitura avaliarão oito áreas das imediações para definir o valor a ser pago.
A comissão formada por membros das secretarias de Obras, Fazenda, Gestão Pública e Planejamento estuda as propostas. De acordo com Sônia, o objetivo é escolher a opção menos onerosa para os cofres públicos. O processo de construção do cemitério, que começou no ano passado, deve ser concluído neste semestre. "Existe todo o trâmite burocrático, mas após a análise dos especialistas e a definição do terreno, queremos iniciar as obras o quanto antes", disse.
A superintendente explica que a definição da área demanda de urgência, pois a situação de falta de terrenos é crítica, como apontou a manchete da FOLHA na edição de 17 de fevereiro. O problema afeta tanto as grandes quanto as pequenas cidades do Paraná. Em Londrina, os cinco cemitérios públicos têm capacidade estimada para apenas seis meses. "Temos cerca de 32 mil jazigos, levando em conta também os localizados em cemitérios distritais e praticamente não possuímos mais vagas para novos sepultamentos", declarou. Ela afirmou que muitas famílias já tinham jazigos e isso ajuda a reduzir a demanda.

Revisão
A Acesf trabalha na revisão de concessões de túmulos abandonados ou em situação irregular para tentar liberar terrenos. Somente no Jardim da Saudade, a medida poderia abrir cerca de 400 vagas. Atualmente esse cemitério possui 250 vagas. Dos cinco cemitérios, apenas três têm lotes à venda. No Padre Anchieta e no São Paulo não há lotes disponíveis.
Na falta de opções, até os cemitérios de distritos rurais estão recebendo sepultamentos.

mockup