Cemepar quer verba para compra
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terça-feira, 16 de março de 1999
Dimitri do Valle 
O Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), que distribuiu remédios para 12 hospitais paranaenses vinculados à Secretaria Estadual da Saúde, será obrigado a pedir um aumento de receita ao governo do Estado por causa da alta do dólar. A próxima compra de medicamentos está programada para o mês que vem. Vamos ter que fazer uma otimização maior de recursos para comprar a mesma quantidade de medicamentos, confirmou a diretora-geral do Cemepar, Lore Lamb.
A sobrevalorização da moeda norte-americana tem provocado reflexos nos preços dos medicamentos importados, que chegam a sofrer variação de até 30%. Lamb salientou que este índice não é defintivo devido as oscilações que o dólar sofre no mercado. As compras do Cemepar são feitas a cada trimestre. São aproximadamente 200 itens de remédios adquiridos. Os que devem sofrer aumento são os medicamentos destinados a pacientes que sofreram transplante de órgão, pessoas que realizam tratamento contra doenças genéticas e de hemodiálise.
Segundo Lore Lamb, ainda não é possível prever se no próximo lote haverá falta de remédios diante da alta do dólar. Não podemos adiantar nada, diante da variação constante da moeda, reforça. Porém, ela diz que têm sido feitos esforços para que esta alta não signifique desabastecimento. No Hospital do Tarabalhador, localizado no bairro Portão em Curitiba, e uma das instituições que recebem medicamentos do Cemepar, os estoques continuam normais, já que os remédios foram comprados antes da liberação do câmbio. O Hospital Cajuru informou que não há falta de medicamento, já que o estoque é grande e está sempre sendo renovado, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital.
Em outros hospitais da capital, como o Evangélico, que não está vinculado a Secretaria Estadual da Saúde, os estoques também estão dentro da normalidade. Um funcionário do almoxarifado que pediu para não ser identificado disse, no entanto, que para não faltar medicamentos, o hospital tem procurado aumentar a relação de fornecedores para adquirir remédios que possam ter um preço mais acessível. O funcionário diz que as quantidades adquiridas para estocagem são mais baixas em razão da alta provocada pelo dólar.


