Curitiba O médico especialista Daniel Wasilewski informa que as células-tronco estão presentes em todos os órgãos do corpo humano e as adultas são capazes de se dividir em outras células-tronco do mesmo órgão. Quando elas não existem, a tendência é afinar a córnea, por isso, uma membrana vascularizada chamada conjuntiva recobre o olho e impede a visão.
''Ao se dividir, uma célula-tronco continua como matriz e outra começa a se diferenciar em célula da córnea, renovando o órgão. Se o paciente que precisa não faz o transplante, mesmo que receba novas córneas, com o tempo elas ficarão opacas de novo'', explica ele. As células-tronco adultas são retiradas do limbo, uma região de transição entre a córnea e a esclera (parte branca do olho).
Existem três formas de fazer a retirada do limbo: de um doador compatível (parentes próximos), de um doador falecido e o transplante autólogo, que retira o limbo do outro olho do paciente, caso esteja sadio. ''Nosso objetivo é aproveitar o limbo do Banco de Olhos, já que atualmente se usa a córnea e se joga o limbo fora. Queremos usá-lo para quem precisa'', disse ele, acrescentando que o limbo doado servirá para fazer a cultura in vitro das células-tronco. (F.G.)

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