Londrina - Lápis, canetas e cadernos ganharam a companhia do telefone celular nas mochilas escolares de estudantes do ensino fundamental. Uma pesquisa realizada pela Fundação Telefônica - e divulgada pela Agência Graffo - revela que 50% das crianças brasileiras de 6 a 9 anos possuem o aparelho. Entre os adolescentes de 10 a 18 anos, o índice sobe para 82,8%.
Outro dado é que 43% dos jovens ouvidos declararam atender ao telefone em sala de aula. O tema preocupa pedagogos de escolas públicas e particulares, que tentam impor regras para o uso do equipamento nas instituições de ensino.
Na Escola Estadual Evaristo da Veiga, em Londrina, a pedagoga Eliane Maria Ferreira Camargo Torelli conta que é comum as crianças de 7 anos possuírem celular. ''Há uns três anos, os alunos ganhavam o primeiro telefone com 10 anos. Hoje as crianças da primeira série já têm'', afirma.
O regulamento do colégio proíbe o uso em sala de aula, mas Eliane afirma que é difícil fazer com que os estudantes cumpram a regra. ''Além de falar, eles usam o aparelho para jogar, ouvir música. Existem casos de alunos que chegaram a passar respostas de avaliações por mensagem de texto. Atrapalha muito'', diz a profissional, que critica também a postura de alguns pais, que apoiam o comportamento inadequado dos filhos. ''Quando os professores recolhem os aparelhos por uso indevido, muitos pais reclamam por ter que vir resgatá-los na escola, mesmo sabendo que o aluno transgrediu uma regra''.

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