Celular leva à prisão de três acusados de assaltar turistas
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Um telefone celular levou à prisão de três homens acusados de integrar uma quadrilha que praticava assaltos a turistas em Foz do Iguaçu. Ao todo, foram presas quatro pessoas. Segundo a Polícia Civil, o grupo se preparava para assaltar um turista que chegaria ontem a Foz do Iguaçu, procedente de São Paulo.
O esclarecimento do caso começou com a prisão, ontem pela manhã, de Valmir de Cristo, 24 anos. Ele é acusado de ter praticado, com outros três homens, um assalto ao Hotel Salvattin Campestre, em 17 de dezembro passado. A quadrilha roubou cerca de R$ 30 mil de dez sacoleiros mineiros que se hospedavam no hotel.
Enquanto era interrogado, na 6ª Subdivisão Policial (SDP), Cristo recebeu uma ligação pelo telefone celular que levava consigo. O superintendente da 6ª SDP, Luiz Carlos dos Santos, que tomava o depoimento, atendeu. Era um homem que dizia que acabara de chegar à cidade e o aguardava para que fizessem aquela parada combinada, contou o superintendente.
Depois de rastrear a ligação, a polícia prendeu, em duas casas do bairro Portal da Foz (região leste da cidade), Francisco Camargo Ribeiro, 41 anos, Silvio Santos de Oliveira, 26, e Márcio de Paula Alfin, 31.
Com Ribeiro foi apreendida uma pistola calibre 7,65 milímetros e com Oliveira, um revólver calibre 32. Também foram apreendidos três veículos um Monza, um Fiat Tipo e um Fusca , dos quais será investigada a procedência.
Segundo a polícia, Alfin teria chegado à cidade ontem, procedente de São Paulo, para participar do assalto. A vítima seria um turista, que também viria da capital paulista. Os quatro foram indiciados por formação de quadrilha. Ribeiro e Oliveira, também por porte ilegal de arma.
A Folha conseguiu localizar o advogado de dois dos acusados Cristo e Alfin. Fernando César Antunes disse que seus clientes são inocentes. Como a Polícia pode alegar formação de quadrilha se cada um foi preso em um lugar diferente?, questionou o advogado. Além disso eles não podem ser punidos por um crime não consumado.





