Polêmica, a exigência do celibato é sempre pauta na discussão sobre a Igreja Católica. Nos últimos oito anos, pelo menos quatro padres deixaram suas paróquias para se casar e constituir família em Londrina. Para o arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, a questão não se situa simplesmente no fato deles não poderem se casar, mas na necessidade afetiva que o padre, como qualquer humano, tem.
Para tentar amenizar isto, ele aposta num trabalho mais próximo e direcionado aos padres. ''Lá em Joinville (SC), era obrigatório um acompanhamento psicológico. Além disso temos que cuidar de uma formação mais humanística dos seminaristas e padres'', acredita.
Ele defende a necessidade de um trabalho vocacional mais fortalecido em Londrina. ''A cidade é grande e temos poucos seminaristas. Precisamos conquistar mais jovens e isso pode ser feito com incentivo dos párocos. Muitos rapazes buscam essa força e não encontram'', afirma.
Dom Orlando também percebe que uma dificuldade no trabalho vocacional é o fracasso familiar. ''Quando ele existe, a persistência é mais debilitada. A família é a base e por isso pode dar sustento à missão do jovem padre'', argumenta. (G.B.)

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