Mauro FrassonNa Colônia Muricy, grande parte da população acompanhou as celebraçõesA celebração de Corpus Christi merece anualmente dedicação especial dos moradores da Colônia Muricy, em São José dos Pinhais. A tradição é centenária na colônia - que tem cerca de 800 famílias, a maioria católica, lavradora e descendente de poloneses.
A comunidade participa de toda a preparação, desde terça-feira. Na quinta, a partir das 6 horas da manhã, a população enfeita os altares e faz o tradicional tapete de serragem e cedro, que indica o caminho da procissão. Este ano, a serragem do tapete de um quilômetro não foi tingida. ‘‘Dá muito trabalho’’, diz Lídia Greboggy Micruttes.
Segundo seu pai, Alberto Greboggy, de 68 anos, muita coisa mudou. ‘‘Antigamente, o trajeto era maior e mais difícil. Passávamos no meio da roça.’’ As famílias chegavam a acordar às 4h.
Igualmente fiel às comemorações é a família Kuzma. Mauro, de 38 anos, a mulher Rita, de 37, e os três filhos participaram ontem da procissão e da missa. Há 30 anos, Mauro e Rita enfeitam o altar e o asfalto nesse dia.
Em Antonina, cerca de 400 pessoas acompanharam a procissão que percorreu toda a cidade, sobre um tapete feito de serragem colorida, grãos e conchas.
Este ano a procissão aconteceu junto com a abertura da 6ª Exponina - Feira de Produtos Agrícolas e Artesanais de Antonina, que vai até o dia 21 de junho.
Além dos pratos típicos como o barreado, estarão à venda balas de banana, churrasco de búfalo, licores e outros quitutes locais.
Em Maringá, nem mesmo a chuva fina que caiu pela manhã estragou o Corpus Christi. Cerca de 600 fiéis participaram de uma missa e depois fizeram a procissão por ruas decoradas com desenhos feitos com serragem, café, farinha, flores e pétalas de flores.
Na Catedral de Londrina, foram distribuídos 6 mil pães aos fiéis, para lembrar a solidariedade. ‘‘Não adianta só adorar o Jesus na hóstia. A eucaristia também nos mostra que é preciso ser solidário’’, explica o pároco, Monsenhor Bernardo Gafá.

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