Curitiba - Na comunidade da Vila Democracia, em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Sibila Schiemelfenig, 65 anos, tenta garantir o desenvolvimento saudável de 30 crianças. Ela é voluntária da Pastoral da Criança e há 10 anos coordena os trabalhos na comunidade. Em 2004, de acordo com o IBGE, a taxa de mortalidade infantil no município era de 15,5 óbitos a cada mil nascidos vivos.
Uma vez por mês, dona Sibila enfeita sua casa com bexigas coloridas e aguarda a chegada das crianças para a ''Celebração da Vida''. Com uma balança manual, ela, sua filha, Jovane, 37, e mais uma auxiliar de apoio pesam cada uma das crianças de zero a seis anos e fazem o registro na ficha de acompanhamento individual. Depois, os pequenos e as mães recebem uma refeição nutritiva e participam de um momento de evangelização.
''Que cada criança seja uma criança feliz, estudada e com uma vida decente. É o que eu quero pra vocês, que não sejam crianças perdidas'', disse a voluntária, que sempre se emociona quando fala sobre a realidade da comunidade onde mora e deseja fazer a diferença. Ela faz visitas domiciliares e dá orientações sobre cidadania, higiene, alimentação, cuidados com a gestação e também convida as famílias a se cadastrarem no acompanhamento do projeto.
Dona Sibila também é um exemplo de que a causa é mais importante do que um segmento religioso. Evangélica, se envolveu na luta promovida pela Igreja Católica. ''Tem muita criança que precisa, que passa fome, frio. E ninguém se prontificou. Alguém tinha que fazer alguma coisa'', diz. (C.G.B)

mockup