Uma missa celebrada pelo arcebispo dom Orlando Brandes, no Santuário Nossa Senhora Aparecida, na Vila Nova (área central), em Londrina, ontem de manhã, abriu a Semana Nacional do Migrante. Ao lado das comemorações habituais, com festas e apresentações até esta quarta-feira, a semana põe em evidência questões sociais ligadas à movimentação de pessoas ou grupos com o lema ''Chega de Migração Forçada''.
O respeito ao direito dos migrantes e o retrato da situação vivida por eles foram apresentados em algumas partes da missa. Os participantes foram chamados a pedir perdão ''pelas mãos que ficaram sem trabalho, ou que foram exploradas no trabalho escravo, ou obrigadas a ficar longe da família''. A terra destruída e mal distribuída pelo agronegócio também foi lembrada.
Mas os benefícios e contribuições do intercâmbio de culturas também foram lembrados. ''Vamos celebrar o dia-a-dia dos povos e neste ano a comemoração dos 100 anos da imigração japonesa dá um toque especial à nossa festa'', disse dom Orlando. ''Conviver com os diferentes é aprender o tesouro da cultura humana'', comentou ao citar a participação de diversos povos na identidade brasileira.
De hoje a quarta-feira, durante a noite, serão realizadas reflexões sobre o tema. ''Vamos mostrar as contribuições culturais, artísticas dos povos na culinária, por exemplo, mas também o que nos une na fé'', explicou o padre Valdecir Molinari, um dos organizadores da festa. Ontem, após a missa houve apresentações de danças e música típicas e barracas instaladas no local ofereciam comidas e bebidas.

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