Lucilia Okamura
O parecer que propunha a abertura da comissão de cassação do vereador Adalberto Pereira (PFL), acusado de irregularidades na compra de equipamentos de informática, foi retirado de pauta definitivamente ontem, durante sessão da Câmara de Londrina. A Casa optou pela formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o caso.
O parecer foi apresentado aos vereadores pelo procurador-jurídico da Câmara, Antônio Carlos Vianna, após analisar relatório de uma comissão de sindicância. Segundo o parecer, Pereira teria cometido ato de improbidade administrativa na compra dos equipamentos, em 98. Na época, ele era presidente da Câmara.
A CEI terá 30 dias para concluir os trabalhos e é formada pelos vereadores Salvador Francisco, do PST (presidente), Orlando Bonilha, do PDT (vice), Tercílio Turini, do PSDB (relator), Antonio Ursi (sem partido) e Valdemir Araújo (PMN).
A compra de equipamentos foi em novembro de 98 e, em dezembro, mesmo com o pagamento total (cerca de R$ 86 mil), parte dos equipamentos não foi entregue.
A discussão sobre o caso vinha acontecendo desde o mês passado. Um grupo de oito vereadores de oposição ao prefeito Antonio Belinati (sem partido) defendia o arquivamento argumentando que o encaminhamento estava errado. O grupo quer também a exoneração imediata do atual procurador, acusado de emitir pareceres equivocados.
Sobre a saída de Vianna, não se chegou ainda a um consenso. O vereador Roberto Kanashiro (PSDB) explicou que uma nova reunião com todos os vereadores será realizada segunda-feira. ‘‘Não existe nada de pessoal contra o procurador, mas ele está gerando descontentamento’’, afirmou.
‘‘O cargo de procurador é comissionado e, consequentemente, de confiança do presidente da Câmara (Renato Araújo - PPB) e cabe somente a ele manter ou substituí-lo’’, adiantou o líder do prefeito na Câmara, Sidney de Souza (PST). ‘‘Mas existe um consenso que estamos dispostos a fazer todo e qualquer sacrifício para que haja harmonia na Casa’’, acrescentou.

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