CEI sobre maus tratos conclui as investigações
CEI sobre maus
tratos conclui
as investigações
Sid Sauer
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga denúncias de maus-tratos na cadeia da 16ª Subdivisão Policial, em Campo Mourão, concluiu as investigações na segunda-feira e não conseguiu comprovar nenhuma tortura. Sobraram, no entanto, reclamações sobre o estado da cadeia. A maior parte das queixas foi confirmada pelo ex-carcereiro Pedro Antônio Bertolini Bini e pelo delegado-chefe Roberval Butaccini.
A situação lá dentro é terrível, resume o presidente da CEI, Edevaldo Louzano (sem partido). O relatório final da comissão deve ficar pronto ainda esta semana e vai pedir providências ao Estado e ao Judiciário. Os vereadores levaram ao local um engenheiro civil e técnicos da Vigilância Sanitária, que concluíram que as condições físicas e de saúde no local são péssimas.
Por causa de infiltrações, por exemplo, a cadeia fica molhada nos dias de chuva. Nos dias de sol, os presos preferem ficar nas celas do que no pátio porque não entra sol no solário. Além disso, falta ventilação e os presos só têm comida porque os funcionários da 16ª SDP saem atrás de doações em supermercados, restaurantes e padarias. O Estado só envia R$ 0,80 por dia para a alimentação de cada preso.
A cadeia precisa de uma reforma urgente, diz o relator da CEI, Sérgio Martinhago (PT). O vereador que fez o pedido de abertura da comissão, Júlio Vieira dos Santos (PDT), não gostou do resultado dos trabalhos da CEI. Segundo ele, todos os cerca de 60 presos deveriam ser ouvidos para chegar à denúncia de maus-tratos, mas a comissão só ouviu 30. Só não prestou depoimento quem não quis, responde Louzano. Vieira diz que vai pedir a intervenção da cadeia.





