Mães de 95 crianças matriculadas no Centro de Educação Infantil (CEI) Guiomar Moreira, no Conjunto Mister Thomas (Zona Norte), estão perdendo dias de trabalho por não ter onde deixar os filhos. A instituição foi assumida por uma nova mantenedora, que está fazendo reformas no prédio e só deve reabri-lo no dia 5 de março.
''Era para a creche ter sido aberta no final de janeiro, depois falaram que seria em 12 de fevereiro. Depois me ligaram para avisar que só vai abrir em março. A preocupação agora é que também não fique pronta até o dia 5. Eu, por exemplo, não tenho onde deixar meus filhos, estou levando-os comigo para o serviço. Mas tem mãe que não pode fazer isso'', afirma a empregada doméstica Sirlei da Costa Brito, que tem filhos de 1 e 4 anos.
Um cartaz afixado na porta do CEI esclarece que o início das aulas foi prorrogado ''por motivo de estrutura e documentação''. Segundo Simone Magrinelli, da gerência de gestão escolar da Secretaria Municipal de Educação, no final do ano passado a antiga mantenedora do CEI, a Associação de Estudos Objetivos Neoplatônicos (AEON), revelou não ter mais interesse em continuar administrando a instituição. ''Passamos então a procurar uma instituição idônea interessada em assumir, mas não é muito fácil encontrar. Além disso, são exigidos vários documentos''.
A nova mantenedora do CEI é a Ong Serviço de Ação Social da Igreja do Evangelho Quadrangular, que já mantém o CEI Menino Jesus, na Vila Isabel (Zona Norte). O Centro atende 95 crianças. O repasse mensal feito pelo município é de R$ 6.575,00.
O pastor Sebastião Vieira, que está cuidando da papelada necessária e das reformas, explica que a decisão de adiar a abertura do CEI teve como objetivo manter a segurança das crianças. ''Encontramos o prédio com buracos na cerca, sem relógios de água e luz, encanamentos entupidos, vidros quebrados e outros problemas estruturais. Tínhamos que fazer estes reparos antes da entrada das crianças, para não colocá-las em risco'', explica o pastor. Segundo ele, o custo das obras - aproximadamente R$ 2,5 mil - está sendo bancado pela Ong.

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