A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a comercialização de pontos dentro do ''camelódromo'' da Avenida São Paulo (centro). Há uma semana, a imprensa local denunciou o superfaturamento nessa transação, que foi proibida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
O vereador Flávio Vedoato (PSC), autor do projeto, disse que o objetivo é apurar os fatos e fazer valer os direitos do cidadão. Segundo ele, o fechamento da quadra entre a Avenida Leste-Oeste e a Rua Benjamin Constant desagrada motoristas, pedestres e comerciantes. ''Aquela área é pública e a prefeitura instalou o camelódromo ali sem autorização do Legislativo. Isso contraria o artigo 80 da Lei Orgânica Municipal que permite essa situação em casos específicos por, no máximo, 90 dias'', justificou. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que pretende fazer essa solicitação antes do dia 11 de novembro, data em que o camelódromo completa três meses.
O presidente da Associação dos Vendedores de Produtos Nacionais e Importados (AVPNI), Manoel Barbosa Freire, esteve na Câmara ontem e não gostou de alguns discursos que incluíram os camelôs entre corruptos. ''Fazemos questão que haja investigação porque vamos provar que eles estão errados. A oposição está usando os camelôs para atingir o prefeito ao invés de trabalhar para trazer mais empregos para a cidade'', criticou. Freire não acredita na possibilidade de superfaturamento nas 33 substituições que ocorreram desde a inauguração do camelódromo, embora não tenha provas.

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