CEI das funerárias pode ser transformada em CPI
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terça-feira, 05 de setembro de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal de Curitiba, que analisa a suposta cartelização do serviço funerário de Curitiba, espera ouvir, hoje, a partir das 10 horas, o interventor do Instituto Médico Legal (IML), Eloy Fernandes de França, e o ex-diretor Francisco Moraes e Silva. Também foram convocados o deputado estadual Ricardo Chab (relator da CPI Estadual do Narcotráfico) e um médico legista indicado pela instituição.
Caso os representantes do IML não compareçam, o vereador Natálio Stica (PT), presidente da CEI, pretende pedir a transformação da CEI em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o que dará mais poder e autonomia nas investigações.
Os vereadores querem apurar as denúncias recebidas contra o IML que vão desde a retenção de cadáveres por mais de 12 horas, até abuso no preço cobrado por serviços e privilégio para famílias com melhores condições financeiras. A necessidade de transformar a CEI em CPI, segundo Stica, é uma consequência da indiferença de alguns dos acusados. É o caso do ex-diretor do Serviço Funerário Municipal, Paulo Polatti, que faltou à convocação para seu depoimento, na última quarta-feira.
O Conselho Regional de Medicina também continua o processo de sindicância para investigação das denúncias contra o médico legista Francisco Moraes e Silva.


