CEI das Funerárias ouve os primeiros depoimentos
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quarta-feira, 19 de julho de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Depoimentos de dois promotores e do titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, delegado Vinícius Martins, abriram ontem os trabalhos da CEI (Comissão Especial de Investigação) da Câmara de Vereadores que apura o cartel das funerárias em Curitiba. Martins defendeu mudanças no contrato entre o municípios e as 21 empresas da cidade controladas por apenas cinco famílias. Para ele, as funerárias precisam ser regidas por uma nova legislação.
O delegado classificou como um absurdo o teor do atual contrato que favoreceria um controle total das funerárias sobre preços, impedindo que a população escolha o melhor serviço. A próxima reunião da CEI está prevista para quarta-feira da semana que vem quando os vereadores devem definir os nomes dos envolvidos que vão prestar depoimento e a linha investigatória.
Representantes da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) foram ouvidos. O Ministério Público e a Delegacia de Crimes contra o Patrimônio Público apuram as denúncias de cartel há quatro meses. A criação da CEI foi desencadeada quando a Folha obteve, no mês passado, o teor do inquérito policial. O promotor João Milton Salles e a promotora Cíntia Rodrigues Martins se dispuseram a promover um trabalho em parceria com a CEI.
Os promotores entraram num acordo com os vereadores. Quando forem chamados a depor, eles querem prestar os esclarecimentos em sessões reservadas. A justificativa é não atrapalhar as investigações já desenvolvidas na PIC.


