CEI das funerárias convoca ex-diretor do IML para depor
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A Comissão Especial de Investigação (CEI) que analisa a suposta cartelização do serviço funerário de Curitiba deverá ouvir quarta-feira o interventor do Instituto Médico-Legal (IML), Eloy Fernandes de França, o ex-diretor Francisco Moraes e Silva, o deputado estadual Ricardo Chab (relator da CPI Estadual do Narcotráfico) e um médico-legista indicado pela instituição.
Os vereadores querem apurar denúncias recebidas contra o IML, que vão desde a retenção de cadáveres por mais de 12 horas, até abuso no preço cobrado por serviços e privilégio para famílias com melhores condições financeiras. Vamos investigar todas as denúncias contra o IML, afirmou o vereador Natálio Stica (PT), presidente da CEI.
Stica admitiu a possibilidade da comissão começar a auxiliar a CPI Estadual do Narcotráfico nas investigações sobre a suposta comercialização de peças de cadáveres entre universidades. Tudo dependerá dos depoimentos que serão tomados na próxima sessão, considerou. A decisão foi tomada após a reunião de ontem, que ouviria o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal, Paulo Polatti. Ele é acusado de implantar uma taxa de R$ 113,33 para as funerárias da Região Metropolitana poderem atuar em funerais de Curitiba. Era uma espécie de pedágio. Mesmo que a funerária não fosse precisar de qualquer serviço das funerárias locais, ela precisava pagar esta taxa, comentou o vereador.


