CEI das funerárias apura cobrança por fora em Campo Mourão
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
O ex-presidente da Comissão Municipal de Serviços Funerários de Campo Mourão, Waldemar Fenerich, disse que o órgão nunca autorizou as funerárias a cobrarem serviços complementares fora da nota fiscal. A afirmação desmente as declarações dos donos das duas funerárias da cidade, Ademir Sobral de Jesus e Antônio Aparecido Saganski, que foram ouvidos nesta semana pela Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara.
Não tínhamos nem competência para deliberar sobre isso, disse Fenerich em depoimento tomado às pressas, minutos depois de o empresário Antônio Saganski ser ouvido na CEI. O ex-presidente da comissão, que na época também era responsável pelo Procon de Campo Mourão, disse que as decisões foram registradas em ata. O dono de funerária havia afirmado pouco antes que o acordo era verbal.
Ao depor, Antônio Saganski disse que não tinha permitido que seus funcionários cobrassem os serviços complementares em recibos timbrados da empresa. Ele repetiu a versão contada no dia anterior pelo dono da funerária Sesf, Ademir Sobral de Jesus, de que parte dos recursos desses serviços fica como gratificação para os funcionários das empresas.
Saganski admitiu que o fornecimento de recibo em vez de notas fiscais é ilegal. Está incorreto. A firma tem que assumir isso, frisou. Em seguida, ressaltou que o procedimento tinha a autorização da Comissão Municipal de Serviços Funerários. Não tenho isso no papel, mas acredito nas pessoas. O empresário afirmou que não considera o procedimento como um caixa 2. É uma caixinha para completar o salário dos funcionários.


