Os recentes cortes no sistema de saúde de Foz do Iguaçu levaram a Câmara de Vereadores a criar uma Comissão Especial para avaliar as denúncias feitas por entidades civis contra o prefeito Harry Daijó (PPB) e o secretário de Saúde, Sadi Buzanelo. A CE aprovada, por unanimidade, na segunda-feira passada, colheu os primeiros depoimentos ontem à tarde.
A prefeitura cortou 40 dos 150 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) da Santa Casa Monsenhor Guilherme – principal hospital do município –, suspendeu as cirurgias eletivas (sem emergência ou urgência) e reduziu o horário de funcionamento de parte dos postos de saúde.
O Conselho Municipal de Saúde promete fazer um manifesto na terça-feira, em frente à prefeitura. Membros do conselho denunciam que há filas nas postos e faltam médicos.
As medidas foram decretadas sob o argumento de adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e, segundo Buzanelo, porque, historicamente, nos últimos três meses do ano, diminui a procura por assistência em Foz. Para o presidente da CE, vereador Sérgio de Oliveira (PFL), é preciso saber o que aconteceu no setor para chegar a atual situação.
Ontem à tarde, foram ouvidos o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), José Elias Aiex Neto, e o presidente do Sindicato de Saúde, Antônio Marcos de Oliveira. O depoimento de Buzanelo está marcado para segunda-feira.
Buzanelo informou, via assessoria, que as mudanças não prejudicaram o atendimento. A assessoria destaca que nenhum usuário aguarda mais de 30 dias para ser atendido – a média é de 15 dias, garante.

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