O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Roberval Bataccini, disse ontem que a Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta pela Câmara de Vereadores para apurar eventuais maus tratos contra os presos não tem fundamento. A CEI realizou a primeira reunião segunda-feira e deverá apresentar relatório final em 60 dias.
A proposta foi pedida pelo vereador Júlio Vieira dos Santos (PDT), que tem um filho preso em Campo Mourão. ‘‘O autor do pedido da comissão é parte interessada’’, ressaltou Butaccini. Segundo ele, os presos têm constantes contatos com o poder judiciário e já teriam feito denúncia caso realmente houvesse maus tratos. ‘‘Há uma corregedoria, além da própria subseção da OAB, que se preocupa com o tratamento dado aos presos’’, disse.
O delegado informou que os presos de Campo Mourão têm assistência médica toda quinta-feira, remédios fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde e uma boa comida. ‘‘Melhor que a de muita gente por a풒, afirmou.
‘‘Tenho certeza que eles não vão comprovar nada’’, destacou Butaccini. O vereador Júlio Vieira dos Santos, no entanto, disse que tem cartas onde alguns presos reclamam do tratamento recebido. ‘‘O problema é antigo e não tenho nada contra o delegado’’, ressaltou Vieira. O vereador afirmou que há presidiário sendo castigado porque participou de um a rebelião no início do ano. Bataccini negou. Segundo ele, há alguns presos em uma cela separada por questão de segurança.

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