A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Londrina que investiga supostas irregularidades na Autarquia de Serviços Especiais de Londrina (Acesf) começou ontem a analisar a documentação enviada pelo órgão sobre os preços de produtos e serviços funerários oferecidos. A CEI constatou que os documentos enviados pela Acesf apresentam falhas e os vereadores solicitaram material complementar.

A comissão havia solicitado que a Acesf informasse a relação de produtos vendidos desde 1997 até este ano e preços praticados através de documentação comprobatória; relação de valores gastos mensalmente desde 97; cópia do comparativo de preços praticados por cidades vizinhas; relação mensal de serviços praticados para indigentes e de serviços tercerizados.

Segundo o vereador Beto Scaff (PSDB), que preside a CEI, os relatórios da Acesf não esclarecem detalhadamente várias das solicitações feitas pela comissão. ''Faltam, por exemplo, custos e tipos de serviços prestados a indigentes. Só mandaram quantos foram atendidos'', explicou.

Além das informações complementares, a CEI solicitou ontem que a Acesf envie também o demonstrativo da receita de 1997 até 2001. A autarquia tem até sexta-feira para providenciar toda a documentação. Segundo Scaff, as assessorias jurídica e contábil da Câmara também devem analisar a documentação.

A próxima reunião da CEI está marcada para segunda-feira. Após as análises dos relatórios, que não têm prazo determinado, os vereadores vão convocar a superintendente da Acesf, Claudia Prochet, para uma audiência.

Claudia Prochet enviou ofício a CEI solicitando que dois vereadores façam parte do Conselho Deliberativo e Fiscal da Acesf. A Procuradoria Jurídica da Câmara informou que a participação nesse tipo de conselho infringe a Lei Orgânica do Município e a Constituição Federal porque os vereadores não podem discutir questões que vão fiscalizar posteriormente.

O objetivo principal das investigaçãos é checar os preços dos produtos e serviços comercializados pela autarquia. A CEI foi proposta pelo vereador Flávio Vedoato (PL) depois que a Folha publicou reportagem denunciando grandes diferenças de preços no setor funerários de Londrina com relação a outros municípios do Estado.

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