CEI analisa relatório de promotor sobre Comurb
CEI analisa relatório de
promotor sobre Comurb
Osmani Costa
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Londrina, que investiga o possível envolvimento de vereadores com as 212 contratações irregulares realizadas no ano passado pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), reuniu-se na tarde de ontem para iniciar a análise do relatório final sobre o caso, enviado à Casa no final de abril pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti.
Segundo o presidente da CEI, Tercílio Turini (PSDB), a reunião conjunta com a Assessoria Jurídica da Câmara não conseguiu terminar os estudos legais sobre o relatório do promotor, que é muito extenso e cheio de detalhes. Uma nova reunião, para concluir esta fase dos trabalhos da CEI e aprovar encaminhamentos, será realizada na próxima semana.
A reunião de ontem durou cerca de uma hora e meia. Além de Turini, integram a CEI os vereadores Antenor Ribeiro (PPB), Luiz Carlos Tamarozzi (PL), Salvador Francisco (PSDB) e Osvaldo Bergamin (PMDB).
Este caso é muito complexo, tem muita gente envolvida. A CEI está ainda na fase inicial de análises e estudos. Mas talvez na próxima reunião possamos encontrar um caminho definitivo para as investigações, comenta Tercílio Turini. Temos tomado o cuidado de avaliar todas as possibilidades de maneira imparcial, antes de levarmos o relatório para aprovação ou arquivamento pelo plenário da Câmara. No relatório não há provas concretas de envolvimento dos cinco vereadores acusados, apenas indícios. Por isto, teremos que tomar algumas providências antes de concluirmos o relatório da CEI.
Os vereadores acusados pela promotoria de terem sido beneficiados com as contratações irregulares na Comurb são Carlos Kita (PTB), Célio Guergoletto (PMDB), Jorge Scaff (PDT), Orlando Soares Bonilha Proença (PDT); além do ex-vereador Jaci Aguiar (PDT), que exerceu o mandato até o final de março. Além da CEI, o caso está sendo investigado ainda em ação civil pública pelo juiz da 10ª Vara Cível, Mário Nini Azzolini. Nela, são acusados também dois atuais diretores - Eduardo Alonso e João Batista de Almeida - e o ex-presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, que pediu exoneração do cargo em maio de 97, logo após a divulgação da denúncia das 212 contratações sem concurso público.





