Cegos querem mais pisos tácteis
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segunda-feira, 08 de junho de 1998
Israel Reinstein 
Kraw PenasO estudante Gerson Maciel, testando o caminho táctil: O piso serve como guia, onde bato a bengala. A avaliação é que, apesar da boa intenção, o piso é cansativoApesar de aprovar os novos pisos tácteis da rua Comendador Araújo, o Instituto Paranaenses de Cegos quer que a Prefeitura de Curitiba amplie as áreas com este tipo de revestimentos. De acordo com a coordenadora do Centro de Atendimento Especial ao Deficiente Visual do instituto, Maria Aparecida Agostinho Mesquita, seria interessante que o piso fosse colocado onde existe maior demanda. O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Osvaldo Navaro, disse que a prefeitura vai estender as guias para cegos da Comendador ao Passeio Público.
Ontem, a professora de orientação e mobilidade Angela Rocio Gomes e o estudante Gerson Maciel testaram o piso a pedido da Folha. O piso serve como guia, onde bato a bengala, disse Gerson. O piso segue o padrão internacional, com marcas diferentes, mas não sei se todos os cegos sabem de sua existência, avalia Angela, que é instrutora dos cegos.
A intenção do piso é boa, mas cansa ter que caminhar em cima, disse Maria Aparecida. Ela conta que alguns cegos já caíram por causa da altura do piso. Mas é pouca gente que usa este caminho, afirmou. A maioria dos cegos que vão ao Instituto desembarca dos ônibus na Rua Sete de Setembro.
Aparecida espera que sejam implantados mais semáforos especiais nas esquinas. Atualmente, os sistemas que existem, um na esquina do Instituto e outro na Rua XV com Muricy, possuem sons diferentes para identificar a luz do semáforos.
Navaro informou que a prefeitura está estudando a ampliação do piso táctil até o Instituto e o Passeio Público.


