Cegonhas descansam no réveillon
Kraw PenasCasais estão na expectiva de ter filhos durante o próximo anoMaigue Gueths
De Curitiba
As mulheres curitibanas não se deixaram influenciar pela data especial do ano 2000 para começar uma nova vida nesta virada de ano. Pelo menos é o que prevêem os hospitais, maternidades e médicos ginecologistas obstetras da cidade, que não registraram nenhum aumento incomum no número de mulheres grávidas. Com movimento abaixo do normal na entrada do Ano Novo, as maternidades também não pensam em intensificar seus plantões. O ano 2000, entretanto, será motivo de festa na maioria das maternidades, que estão preparando recepções especiais para o primeiro bebê a nascer no ano 2000.
É o caso, por exemplo, da Maternidade Santa Brígida, que vai homenager o primeiro bebê a nascer no ano com parto normal e não induzido. O Bebê 2000 Santa Brígida receberá tratamento especial, ficará em suíte e ganhará enxoval. Estamos torcendo para que seja alguém mais carente, da enfermaria, diz a supervisora e enfermeira Lúcia Russo. Mas o plantão da virada do ano será o mesmo de sempre: 4 médicos, um anestesista e o corpo de enfermagem, pois não há previsão de aumento e nem estão marcadas cesarianas ou cirirgias eletivas para este dia.
Na Maternidade Nossa Senhora de Fátima, a previsão de 200 partos mensais pelo SUS é a mesma para janeiro. Segundo a enfermeira Izabel Cristina Mello de Brito, houve até uma redução nos nascimentos por convênio ou particular em dezembro. Por outro lado, o hospital não pode suspender seu curso para gestantes no mês de dezembro, como pretendia, porque a procura foi grande. No Hospital Nossa Senhora das Graças, a coordenadora da maternidade, Zilma Muller também notou uma redução nos partos nos últimos três meses, com 15 pacientes internadas, contra 25. O Hospital do Trabalhador e a Maternidade Nossa Senhora do Rosário, que fazem respectivamente uma média de 170 e 230 partos por mês também não têm previsão de aumento.
Já a Secretaria Municipal de Saúde tem números exatos sobre os partos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que correspondem a 80% dos nascimentos. O projeto Mãe Curitibana da Secretaria controla todo o movimento de pré-natal nos postos de saúde e centraliza dados de 13 hospitais e maternidades, mas também não prevê aumento. Estão previstos 1.544 partos para janeiro/2000, movimento abaixo da média mensal de 1630 bebês nascidos vivos em Curitiba nestes estabelecimentos.





