Curitiba

Albario RosaValle: ‘‘Pensando nas necessidades de quem precisa entrar no mercado’’A partir do próximo ano, os interessados em fazer cursos profissionalizantes vão ter novas opções no Cefet/PR (Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná). A instituição vai oferecer cursos também para quem já terminou o segundo grau. Outra novidade é que o colégio vai abrir cerca de 200 vagas para o ensino regular de segundo grau, sem formação técnica.
As mudanças estão previstas na nova Lei de Diretrizes e Bases, que está sendo discutida pelo Ministério da Educação (MEC). O Cefet tem cursos de eletrônica, eletrotécnica, mecânica, edificações, desenho industrial e telecomunicações.
O Cefet vai promover também cerca de dez cursos rápidos (de 100 a 150 horas de duração) para qualificação básica de profissionais. Segundo o diretor de ensino do Cefet/PR, Alfredo Vrubel, no próximo ano devem cursos nas áreas de eletrônica, eletrotécnica, mecânica, construção civil, química industrial e informática.
‘‘Serão cursos direcionados para quem perdeu o emprego ou para quem precisa se atualizar, para permanecer ou voltar ao mercado de trabalho’’, comenta o diretor de ensino.
Outra alternativa que está sendo discutida é a criação de um curso tecnológico - equivalente a um curso superior, mas direcionado a um segmento específico do mercado de trabalho (por exemplo, um curso de engenharia automotiva).
Para os alunos que entrarem até o segundo semestre deste ano, o currículo continuará o mesmo (com disciplinas técnicas e regulares do segundo grau).
As mudanças na área de ensino profissionalizante estão sendo discutidas por representantes do MEC em reunião no Cefet/PR. Uma das principais modificações previstas é a independência entre o ensino profissionalizante e o regular, de segundo grau. ‘‘Os cursos técnicos serão oferecidos em menor tempo - cerca de dois anos - e com a mesma qualidade. Estamos pensando nas necessidades de quem precisa entrar no mercado de trabalho’’, diz o diretor do Programa de Reforma da Educação Profissional, Raul do Valle.
O governo deve aplicar US$ 500 milhões no programa durante os próximos seis anos - US$ 250 milhões serão provenientes do BID e US$ 250 de contrapartida do governo federal (com recursos do MEC e do Fundo de Amparo ao Trabalhador). O projeto prevê a construção de 200 escolas profissionalizantes no País.

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