Depois de 104 dias de greve dos professores, os cerca de 8 mil alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet/PR), de Curitiba, voltaram às salas de aula ontem. Nas outras cinco unidades da instituição no Estado - Ponta Grossa, Cornélio Procópio, Pato Branco, Campo Mourão e Medianeira - a paralisação durou 15 dias e as aulas foram reiniciadas na semana passada. Segundo o assistente da Diretoria de Ensino do Cefet-PR, o professor Carlos Eduardo Cantarelli, o principal objetivo na retomada das atividades é não prejudicar os alunos.
O novo calendário de aulas da instituição foi aprovado na quinta-feira passada. Os alunos de Curitiba devem concluir o primeiro semestre de 98 em 20 de outubro. O segundo semestre começará em 12 de novembro, com término previsto para 29 de março. ‘‘O calendário do ano letivo seguinte terá que ser repensado e as férias foram parceladas em 15 dias para reduzir os prejuízo’’, explicou Cantarelli. Cerca de 1,5 mil professores lecionam no Cefet-PR, 650 deles na unidade de Curitiba.
Resultado - A principal reivindicação dos professores de 1º, 2º e 3º graus de instituições federais de ensino que motivou a greve foi uma reposição salarial linear (para todas as categorias) de 48,65%. Segundo o diretor de Comunicação da Seção Sindical dos Docentes do Cefet-PR (SindoCefet), Mário Lopes Amorim, o Mistério da Educação (MEC) aprovou, apenas para os professores de terceiro grau, a Gratificação de Estímulo à Docência (GED), benefício que vai variar de 21% a 58% sobre o salário-base, de acordo com o número de aulas dadas e a titulação de cada um. A gratificação não foi concedida aos professores de 1º e 2º graus. Para eles, o Ministério da Educação estuda a criação de uma bolsa e um plano de reestruturação de carreira. (A.V.)

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