O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) será instalado no Instituto Filadélfia de Londrina (IFL), na avenida Juscelino Kubitscheck (área central) e deverá começar a funcionar no primeiro semestre de 1997, oferecendo cerca de 120 vagas para dois cursos técnicos. A implantação desta unidade no Município será feita em parceria com a Prefeitura, o IFL e o Cefet de Cornélio Procópio. Ontem de manhã, na sede da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), os três órgãos assinaram o termo de cooperação técnico-financeira.
O Cefet de Londrina foi criado em setembro de 1994, por convênio assinado pelo prefeito Luiz Eduardo Cheida e o então ministro da Educação e do Desporto, Murílio Hingel. A escola iria funcionar na antiga sede do Instituto Brasileiro do Café (IBC), atualmente ocupada pela Justiça Federal.
A transferência do prédio do Governo Federal para o Município foi autorizada, mas a Prefeitura teve dificuldades para encontrar um outro local para abrigar a Justiça Federal.
Além do local de instalação, outras diferenças marcam a implantação do Cefet no Município. A princípio, a unidade seria mantida pelo Governo Federal. ‘‘Será um Cefet com idéia pública, mas com eficiência administrativa privada, porque a União não quer mais bancar os custos’’, observa o diretor administrativo-financeiro do IFL, Eleazar Ferreira.
Partindo deste princípio, Eleazar Ferreira explica que será cobrada uma mensalidade do aluno, que deverá girar em torno de R$ 170,00. Na opinião do prefeito, uma taxa de manutenção por parte do aluno é plenamente viável. ‘‘O importante é que a Cidade passará a ter mão-de-obra especializada.’’
Luiz Eduardo Cheida explica que para a implantação do Cefet serão necessários R$ 98.850,00, a serem divididos entre a Prefeitura e o Instituto Filadélfia. O IFL oferecerá ainda os recursos humanos para o funcionamento do Centro.
Caberá ao Cefet de Cornélio Procópio prestar assessoria didático-pedagógica, auxiliar na infra-estrutura, no funcionamento e até no acompanhamento dos alunos. O diretor do Cefet de Cornélio, Marcus Aurelius Stier Serpe, informa que, a princípio, serão implantados dois cursos: alimentação e eletrônica com ênfase em telecomunicações. A duração dos cursos e o número de vagas a serem ofertadas ainda serão definidos. Mas Eleazar Ferreira acredita que serão abertas aproximadamente 120 vagas.
Estiveram presentes na cerimônia de assinatura, entre outras autoridades, o presidente da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) e do Conselho de Administração da Folha, João Milanez, o presidente da Codel, Luis Guilherme Alho da Silva, e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros.

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