Cefet pode se tornar inviável
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segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Sid Sauer<BR>De Campo Mourão 
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), disse ontem que o fim de um convênio com o governo do Estado pode tornar inviável a manutenção da unidade local do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). O fim do convênio foi comunicado há cerca de 60 dias pela secretária de Estado da Educação, Alcyone Saliba, através de ofício endereçado a Tezelli.
''Com o fim do convênio, não temos mais amparo para continuar pagando os funcionários do Cefet'', disse o prefeito. O Cefet começou a funcionar em Campo Mourão em 1995. Na época, o governo federal ficou de pagar os professores, o governo do Estado os funcionários administrativos e a prefeitura ficou de conseguir o prédio para as instalações.
Tezelli afirmou que o governo do Estado pagou somente os dois primeiros anos do convênio e que desde que ele tomou posse pela primeira vez, em 1997, os funcionários vêm sendo pagos pela prefeitura. A dívida acumulada é de cerca de R$ 1 milhão. O prefeito enviou um ofício à secretária de Estado questionando se os atrasados serão pagos.
Enquanto aguarda uma resposta do governo, Tezelli pediu à Procuradoria Geral do município que estude o que pode ser feito no caso. O prefeito admite que pode entrar com uma ação na Justiça para receber os repasses atrasados. ''Ninguém mandou assinar o convênio'', disse. ''Já imaginou se eu também deixar de pagar os convênios assinados por ex-prefeitos?''.
Sem o convênio, a prefeitura também tem que encontrar outra forma de pagar os 48 funcionários do Cefet. Uma das saídas é firmar um convênio com alguma instituição ou com o próprio governo federal. Tezelli lamenta que, neste caso, a prefeitura tenha que assumir mais essa despesa. ''Precisamos de uma solução já, ainda este mês'', disse o prefeito.
A chefe do Núcleo Regional de Educação, Maria de Lourdes Maia Polizer, disse que o Cefet pertence ao governo federal e que o Estado assumiu o compromisso de pagar os funcionários apenas para ajudar na implantação do órgão na cidade, que é um período considerado mais difícil. Os funcionários do Cefet chegaram a fazer um dia de paralisação no mês passado porque estão sem contrato desde o início do ano.


